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Estratégias De SEO Técnico: Auditoria, Sitemap XML, Migração, Log File, Guest E Post SEO, Erro 404.

SEO téc­ni­co é um conjunto de otimizações relacionadas à estrutura interna de um site, e que têm impacto nos resultados de pesquisa orgânicos. A intenção é que as páginas se tornem mais rápidas, compreensíveis, rastreáveis e indexáveis. ​Mesmo que se crie conteúdos incríveis com imagens/vídeos, links e por aí fora, o Google não vai colocar o site no topo da pesquisa porque falta otimizar a parte essencial: O SEO técnico, a base da pirâmide. Embora o foco do SEO técnico seja o de demonstrar aos motores de busca como o site funciona, ele também tem o propósito de entregar a melhor experiência para o utilizador, e assim a empresa, beneficia do aumento no ROI (Retorno sobre o Investimento). Dessa forma, todo o investimento em SEO técnico, e nos outros, retorna em forma de lucro, podendo ser aplicado noutras estratégias de negócio.

Na notícia sobre “Introdução ao SEO Técnico” exemplificámos algumas técnicas práticas de SEO sobre HTTPS, Schema, Sinais Vitais Web, Mobile, Navegadores, Hreflangs, Canonização, Robots TXT e Sitemap XML, agora vamos perceber a fundo, passo a passo, como se procedem esses e outros parâmetros de SEO técnico.




• 1º passo do SEO Técnico: Auditoria

• 2º passo da Estratégia: Fazer a Indexação correta

• Sitemap XML

• Migração

• 3º passo da Estratégia: Fazer o Rastreamento correto

• Orçamento de Rastreamento

• Log File

• Get e Post

• Disponibilidade do Site

• Erro 404

• Conclusão


1º Passo Do SEO Técnico: Auditoria

Primeiramente, antes de colocar o SEO técnico em prática, é necessário fazer uma auditoria ao site para perceber se este têm erros, problemas, pontos de melhoria e/ou ideias para novos conteúdos (consequente da pesquisa às palavras-chave realizada).


As etapas de uma auditoria adequada são:

  • Verificar se o site está a ser rastreado, indexado e renderizado corretamente pelo Google;

  • Verificar os problemas de SEO on-page;

  • Examinar o SEO off-page (se nos sites vinculados ao seu, existem possíveis problemas quanto aos links que reencaminham de volta para o site);

  • Verificar se o site oferece uma boa experiência ao utilizador quanto ao móbile e ao desktop;

  • Verificar as palavras-chave;

  • Analisar a concorrência;

  • Verificar se têm conteúdo duplicado ou de baixa qualidade;

  • Verificar o orçamento de rastreamento, isto é, a veloci­dade e a quan­ti­dade de pági­nas que um motor de pesquisa ten­ciona ras­trear no site.

  • Verificar se há ações manuais (penalidades do Google quanto ao site);

  • Criar e atualizar relatórios, para acompanhar o desempenho do site.

Feita a auditoria, é hora de colocar o SEO técnico em prática, com as seguintes ferramentas:


2º Passo Da Estratégia: Fazer A Indexação Correta


Colocar Sitemap XML No Site

Antes mesmo de se criar um Sitemap XML, deve-se colocar o site visível no Google por meio do registo do seu domínio/empresa, a isto se chama SEO Local. Resumindo, terá de digitar a sua URL completa aqui: https://www.google.com.br/intl/pt-BR/add_url.html, e de criar um Google My Business:

https://www.google.com/intl/pt-PT_pt/business/ + um Google Maps para a sua empresa/site. Tendo estes passos realizados pode criar o Sitemap XML no Google Search Controle. Assim os motores de busca podem rastrear o site/domínio de forma eficaz e rápida.


Esta é a fórmula de um Sitemap no código HTML, que estará no header de um site:

<?xml version=”1.0″ encoding=”UTF-8″?>

<url>   

<lastmod>2018-06-04</lastmod> 

</url></urlset>


Mas alguns Sitemaps podem ser gerados automaticamente por extensões do Google como o “Sitemap Generator” ou plugins, no WordPress pode utilizar o “Yoast SEO” ou “Rank Math”, apenas têm de seguir os passos.






Outro sistema onde poderá criar um Sitemap não tendo um CMS é no software gratuito “Screaming Frog”,  (também muito útil para ver outros parâmetros de SEO técnico) vá para o Modo > Spider, cole a sua URL da página inicial na caixa rotulada de “Digite URL para spider” e aperte “Start”, depois de o rastreamento estar feito, no canto inferior direito estará uma aba a dizer “Completed + “number”, se esse número for 499 ou mais abaixo deste, vá para o “Sitemap XML” do Screaming Frog e aperte “Next” para que este fique guardado no seu computador, depois poderá exportá-lo para dentro de um software de SEO, como o “Ahrefs” ou mesmo para o Google.

 

Após criado o Sitemap, este terá de ir para o Google. No Google Search Console vai estar numa aba, o dito “Sitemap”, aqui terá de adicionar/submeter o URL do seu Sitemap. O Google irá processar e entregar a mensagem de que foi um “sucesso”. No Google Search Console poderá colocar vários Sitemaps do mesmo website, aliás se um site for muito extenso (por exemplo, o E-commerce), convém estarem vários Sitemaps listados por Categorias, Posts, Páginas, etc, e não apenas um único índex do Sitemap geral.


Porém, podem existir erros de indexação nas páginas do Sitemap XML: erros de servidor, de redireccionamento, como um redireccionamento em loop, bloqueio da URL pelo arquivo robots.txt, bloqueio da URL pela tag “noindex” ou um URL inexistente (erro 404). Para identificar estes problemas pode ir ao Google Search Console verificar os relatórios sobre o status de cobertura do índice. Cada URL deve ser analisada para corrigir o erro que impede a sua indexação.


Migração

A migração é uma das tarefas mais desafiadores de qualquer SEO e pode ser feita de diversas maneiras, dependendo da situação momentânea ou da capacidade de desenvoltura de cada SEO. É um processo que requer muito planeamento, conhecimento das técnicas e análises minuciosas, para reduzir ao máximo possíveis perdas nos resultados de busca orgânica, visitas e receitas advindas do site. Quando se trata de mudar um site de sítio, não devemos fazê-lo apressadamente, então devemos seguir os seguintes passos:


  • Fazer o reconhecimento de quais páginas serão mesmo migradas, isto porque, numa mudança de site, aproveita-se e deixa-se para trás as páginas de baixa qualidade ou com erros: criar uma lista de todas as URL antigas, mas pretendidas;

  • Exportar as páginas do Google Search Console;

  • Criar relatórios com o tráfego, orgânico, de referência, páginas com erro 404, palavras-chave, páginas indexadas, Google Analytics;

  • Exportar o Sitemap das URL’s antigas;

  • Criar o Sitemap das URL’s novas;

  • Preparar o Robots.TXT;

  • Verificar se todas as páginas estão disponíveis para serem rastreadas;

  • Lançar o novo arquivo Robots.TXT: aqui terá de verificar se não existe nenhuma diretiva impedidativa de rastreamento ao seu novo site;

  • Verificar todos os redirecionamentos;

  • Verificar as tags canonicais;

  • Fazer o redirecionamento 301 dos URL’s antigas para as novas URL’s, verificar também o erro 404 ou outros problemas relacionados aos URL’s;

  • Desligar o Sitemap antigo;

  • Adicionar o Sitemap novo: aqui terá de transferir ambos os Sitemaps (antigo e novo) para o site alvo da migração;

  • Comunicar ao Google Search Console acerca do novo Sitemap;

  • Abrir novamente o site para indexação do Google;

  • Monitorizar se os relatórios de páginas, indexação e Google Analytics, estão sem falhas;

  • Verificar, antes de eliminar por completo a conta antiga onde estava hospedado o site (o servidor), se têm a certeza de que tudo corre bem com o novo servidor e a sua hospedagem.

3º Passo Da Estratégia: Fazer O Rastreamento Correto


Primeiramente, temos de perceber como funciona o rastreio do Googleboot:

  1. O mecan­is­mo de ras­treio cri­a uma lista de todos os URL’s que encon­tra por lig­ações dentro das pági­nas de um determinado domínio, assim como nas páginas que estejam nos sitemaps.

  2. Após fazer todo o reconhecimento, o Google vai priorizar o rastreamento de todos os novos URL’s que ainda não tinham sido rastreados antes e aqueles que precisam de ser rastreados de novo, devido a alguma alteração aos mesmos.

  3. Assim constrói-se o sis­tema que cap­tura todo o con­teú­do das páginas.

  4. A seguir esses sistemas de processamento lidam com a can­on­iza­ção. Canonização é o ato de dizer ao Google quais são as páginas certas para serem rankeadas.

  5. O ren­der­izador car­rega uma pági­na como um nave­g­ador faria com arquiv­os JavaScript e CSS. Isto é feito para que o Google pos­sa ver o que a maio­r­ia dos uti­lizadores verá.

  6. Por fim chega a Indexação. As pági­nas que o Google quer mostrar aos utilizadores ficam armazenadas.


Orça­men­to De Rastreamento

O orça­men­to de ras­treamento é a veloci­dade e a quan­ti­dade de pági­nas que o motor de busca ten­ciona ras­trear num site. Mais ras­treio não sig­nifi­ca que terá uma posição mel­hor, mas se as pági­nas de um site não forem ras­treadas e index­adas, elas não terão posi­ciona­men­to nenhum. O orça­men­to de ras­treio pode ser uma pre­ocu­pação para ­sites mais novos, espe­cial­mente aque­les com muitas pági­nas, pois se ain­da não é muito pop­u­lar, o motor de pesquisa pode não quer­er ras­treá-lo muito. Tam­bém pode ser uma pre­ocu­pação para ­sites maiores, com muitas pági­nas ou ­sites que não são atu­al­iza­dos com fre­quên­cia.


Todos os URLs e solic­i­tações con­tam para o seu orça­men­to de ras­treio, isto inclui URLs alter­na­tivos, como pági­nas AMP, hre­flang, CSS e JavaScript, solic­i­tações XHR, Sitemaps, feeds RSS, envio de URLs para index­ação no Google Search Con­sole ou utilizando a API de index­ação qualquer proprietário de site pode notificar diretamente o Google quando páginas são adicionadas ou removidas.


Um técnico SEO deve acelerar o rastreio das páginas de um site, para isso deve identificar primeiro, quais páginas estão a obter este problema: no Google Search Console, na aba dos “relatórios de estatísticas de rastreio” – “estados de rastreios sinalizados”, veja a data e a hora em que as páginas foram rastreadas pela ultima vez, ou pode aceder a ferramentas de analise de registo (Log Files) como o Splunk”, para verificações de registo mais complexas. Outra coisa que pode fazer é acelerar o servidor e aumentar os recursos, pois o Google rastreia páginas ao fazer o download de recursos e depois processa-os. O SEO off-page neste caso é uma das soluções, quanto mais ligações (URL’s) internas e externas um site tiver, melhor. Também pode corrigir ligações de URL quebrados, fazer redirecionamentos, e usar a API de indexação.


Log File

Log File é uma saída de arquivos contidos num servidor web que regista qualquer solicitação recebida pelo servidor. Estes ajudam os profissionais de SEO técnico a compreender melhor como os sites são rastreados. São também uma das únicas formas de ver o comportamento real do Googleboot nos sites, fornecem dados úteis e valiosas informações de otimização e decisões orientadas por dados. Os log files são importantes porque contêm informação que não está disponível em mais lugar nenhum. Os registos do Log File são recolhidos e mantidos pelo servidor web do site durante um certo período de tempo.


Um Log File tem tipicamente este aspecto:

27.300.14.1 – – [14/Sep/2017:17:10:07 -0400] “GET https://allthedogs.com/dog1/ HTTP/1.1” 200 “https://allthedogs.com” “Mozilla/5.0 (compatible; Googlebot/2.1; +http://www.google.com/bot.html)”


  • O IP do cliente;

  • Um carimbo de data e hora do pedido;

  • O método de acesso ao site, que pode ser ou GET ou POST;

  • O URL que é solicitado, que contém a página acedida;

  • O Código de Status HTTP da página solicitada, que mostra o sucesso ou fracasso do pedido;

  • O Agente Utilizador, que contém informação extra sobre o cliente que faz o pedido, incluindo o browser e o bot (por exemplo, se vem do telemóvel ou do ambiente de trabalho).

O método de acesso depende da solução de alojamento, na maioria dos casos, para analisar os ficheiros de registo, terá primeiro de solicitar o acesso dos ficheiros a um programador, ou através do CDN (servidores web como o Apache, NGINX, IIS), por exemplo, pode aceder ao Logflare, uma aplicação Cloudflare onde ficam armazenados ficheiros de registo numa base de dados BigQuery, ou pode aceder ao Sucuri, Kinsta CDN, Netlify CDN e Amazon Cloudfront.


Outros métodos de acesso podem ser: “Splunk”,Logz.io.” e “Screaming Frog – Log File Analyser”. Para saber mais em detalhe como aceder aos dados do Log File: https://ahrefs.com/blog/log-file-analysis/.


Get E Post SEO

Get e Post são solicitações enviadas para o servidor. A solicitação GET é usada para solicitar arquivos HTML, listagem de todos os produtos cadastrados ou formulários, são solicitações com um tamanho máximo de dados de envio até 255 caracteres. Esses formulários podem ser rastreados pelo Google. POST, por outro lado, é um método de transferência de dados para um servidor, que permite enviar informações um pouco maiores, informações para serem processadas, como imagens, um cliente, etc. Ao contrário do método GET, o Google não pode seguir formulários POST, na maioria dos casos.


Disponibilidade Do Site

A disponibilidade ou indisponibilidade de um site é muito importante ser verificado, se um utilizador se depara com uma página de erro onde não consegue aceder ao site ou não o encontra de todo, não voltará mais à procura do mesmo. Quando este erro acontece e o Google não consegue aceder ao site, as páginas não são indexadas, e se acontecer regularmente, o Google entende que o site deixou de existir e retira-o dos motores de pesquisa. Normalmente estes problemas estão relacionados com os serviços de hospedagem de um site, por isso, deve certificar-se que fala com a equipa de TI e os informe destes problemas o quanto antes.


Erro 404

Outro problema de indisponibilidade deve-se ao erro 404, página não encontrada, o utilizador não consegue ver o conteúdo da página. O Google costuma penalizar estas páginas, por isso, deverá estar atento e corrigir o URL desta página, normalmente aplica-se o redireccionamento 301 neste link. Pode optar também por criar uma página de erro personalizada, que reencaminha o utilizador para um layout “bonito”, dinâmico e com outros links descritos, assim o utilizador não sairá do site, mas vai ter a outras páginas deste, podendo ser vantajoso esse processo de baclinks dentro do próprio site. Pode verificar estes erros através do Google Search Console ou do Dead Link Checker.




 

Conclusão

Neste artigo Parte 1 de SEO técnico prático abordamos técnicas de indexação e alguns tópicos de rastreamento, assim como o início de uma revisão a um website, a auditoria. No artigo Parte 2 de SEO técnico vamos falar sobre as restantes técnicas de rastreamento como servidores/CDN’s, Navegadores, Diretivas dos Robots, Redireccionamentos, Código de Status HTTP e Canonização.


Atualmente, muitas empresas precisam de resultados imediatos, mas a verdade é que não podem dar-se ao luxo de implementar SEO internamente enquanto alavancam com a prioridade do foco do seu negócio.  Se ainda não consegue dar conta destas etapas ou não tiver tempo para as colocar em prática, a Bringlink SEO garante que tenha a visibilidade e o crescimento da marca que merece.


Fale connosco, envie email para a bringlinkseo@gmail.com.



 

Referências









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